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Número de mulheres mortas diariamente no Brasil supera padrão internacional

Por Monique Correa
 

O medo de denunciar é uma das barreiras para o fim da violência domestica

Mesmo com a criação da lei Maria da Penha, sancionada em 2006 e que veio para ratificar os direitos das mulheres e protegê-las, dando subsídios para denunciar o agressor, o número de óbitos do sexo feminino ainda é enorme e casos de impunidade são expostos todos os dias.

Segundo o Mapa da violência, no Brasil, realizado pelo instituto Zangari em parceria com os dados do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2007, dez mulheres são mortas diariamente, média acima do padrão internacional, uma vez que na Europa os índices não ultrapassam 0,5 casos por 100 mil habitantes.

A falta de denúncia agrava o problema. Os motivos são diversos, desde a vergonha, medo de ser agredida novamente e da impunidade.

Uma vez efetuado, o Boletim de Ocorrência não pode ser cancelado. Porém os oito B.Os feitos pela cabeleireira Marta, não obtiveram resultados. Inconformado com o fim do relacionamento, o borracheiro Divanildo Eufrásio Pereira, invadiu o trabalho da ex-namorada e atirou diversas vezes a queima roupa, levando-a ao óbito. O crime aconteceu em Sorocaba, no dia 7 de março deste ano, o suspeito foi preso um mês depois na Paraíba.

 Crimes antigos

O medo da impunidade se deve à lentidão da justiça no Brasil, até mesmo crimes de repercussão nacional e internacional, cujo a cobrança de solução é maior por parte da imprensa e da sociedade levam décadas para ter um desfecho, outros são arquivados e as famílias das vítimas ficam sem respostas.

Caso Daniela Perez: A filha da Escritora Glória Perez era atriz e fazia par romântico com Guilherme de Pádua na novela “De Corpo e Alma”.

Daniela foi morta por Guilherme e sua esposa Paula Thomaz, com 18 golpes de tesoura. O crime aconteceu em 1993 e o julgamento ocorreu em 1997. A justiça entendeu que o crime foi passional devido o ciúme de Paula e condenou o casal a 19 e 18 anos respectivamente. Ambos cumpriram 7 anos e conseguiram o restante em liberdade.

Guilherme esta morando em MG, casado com outra mulher, deu entrevista ao “Programa do Ratinho” no SBT, mas não fala sobre o crime.

Caso Pimenta Neves: Agosto de 2000, o diretor de redação do “Estado de SP”, Pimenta neves (63) assassina com dois tiros sua ex-namorada Sandra Gomide (32), jornalista e editora do mesmo jornal. O crime aconteceu no Haras Setti. O casal que ficou junto 4 anos havia terminado o namoro a poucas semanas, quando ela revelou estar apaixonada por outra pessoa.

Em 2006, Pimenta foi considerado culpado e condenado à 19 anos, dois meses e 12 dias de prisão pelo crime. Em dezembro do mesmo ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) reduziu a pena do jornalista para 18 anos de prisão. Devido a inúmeros recursos da defesa, o jornalista aguarda em liberdade. O Superior Tribunal Federal (STF) Não dá prazo para o julgamento dos últimos dois recursos da defesa.

São casos como esses que deixam a população desconfiada da justiça.

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