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Realidade da violência contra a mulher, no Brasil e no Mundo

Por Max Mendel 

Políticas de proteção à mulher avançam, mas a violência contra a mulher é realidade mundial 

Apesar dos avanços nos últimos anos, a violência contra a mulher ainda é uma realidade, no Brasil e no Mundo. Ela acontece por pessoas próximas, ou seja, os agressores são pessoas de convívio íntimo com a vítima: pais, irmãos e maridos. A violência doméstica e a violência contra a mulher, de forma geral, andam de mãos dadas, herança da mentalidade de uma época em que as mulheres eram consideradas incapazes, tanto jurídico como socialmente. 

A violência contra a mulher é combatida, atualmente, por meio de leis, como a Lei Maria da Penha, específica para crimes contra a mulher. No passado, homicídios e agressões contra as mulheres eram punidos de forma branda, principalmente se motivados por “defesa da honra”, uma figura jurídica que permitia aos homens agredirem, e até mesmo matarem suas mulheres se percebessem que a “honra” estava sendo atingida. 

No Brasil, existem delegacias e a Secretaria de Políticas para as Mulheres, porém, em outros países a situação das mulheres é muito mais precária. Na Arábia Saudita, por exemplo, permitem que mulheres sejam espancadas por seus maridos e pais, e seus testemunhos valem metade de um homem, entre outras restrições. Locais como Arábia Saudita, Irã e Afeganistão, as execuções de mulheres são uma realidade, “crimes” como adultério, punidos com apedrejamento até a morte. O Irã é um lugar onde execuções desse tipo são comuns. Este ano, o caso Sakineh Ashtiani, viúva condenada à morte por adultério, atraiu a atenção internacional. Em países islâmicos conservadores, mulheres podem ser vítimas de violência caso não obedeçam às rígidas regras de vestuário. Mulheres com o rosto ou partes do corpo expostas sofrem constrangimentos que vão de espancamentos a prisão.  

 
 
 

Em muitos países a repressão as mulheres é uma realidade

Casos como Sakineh ocorrem motivados por interpretações radicais de crenças religiosas, como acontece em vários países muçulmanos. Ainda é comum em países africanos, como Somália, Egito, Sudão, a mutilação de mulheres – mais conhecida como castração feminina, com a remoção do clitóris ou costura da vagina. No Egito, a prática foi proibida pelo governo, mas a população mais conservadora resiste em abrir mão desse costume.A violência contra as mulheres é algo que assombra a África, além das práticas de mutilação genital, os índices de estupros estão entre os maiores do mundo. A África do Sul é campeã nesse ranking; muitos desses estupros ocorrem motivados por ignorância e práticas tribais. Com o alto índice de contaminados com o vírus HIV no continente, muitos deles acreditam que podem se curar mantendo relações sexuais com mulheres não contaminadas, motivando estupros, violência e propagação do vírus. Essas crenças são combatidas pelos governos, mas estão profundamente arraigadas às culturas locais.

 Em diversos países de forte tradição religiosa existem uma tendência crescente à secularização e, com isso, maior liberdade para as mulheres. Em Bangladesh, agosto deste ano, a Suprema Corte proibiu que instituições de ensino e empresas obriguem mulheres a usar véu. Um país que se mostrou sucedido na emancipação das mulheres foi a Turquia, onde existe um forte movimento secular e de direitos das mulheres. Entretanto, o recrudescimento do movimento conservador desafia isso, com diversos grupos advogando o uso de vestimentas tradicionais. É claro que essa é uma questão que ainda necessita ser resolvida. 

 

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Categorias:ESPECIAL MULHER
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